Vi este filme por recomendação da Profª Draª Eliane Quinelato e fiz esta resenha sobre ele:
O filme de Porta em Porta, de Steve Schachter, baseado em uma história real, é uma lição de vida, com um enredo que inspira e emociona as pessoas. Trata sobre inclusão de portador de deficiência no contexto social, que enfrenta o preconceito e a indiferença dos “normais” e, sobretudo, relata a dificuldade para vencer as barreiras impostas pela sociedade.
Motivado pela mãe (Helen Mirren), Bill Potter (Willian Macy) que sofreu paralisia cerebral, devido ao problema na hora do parto (médico usou muita força no forcéps no momento de seu nascimento), tinha dificuldades para falar, não conseguia usar o braço direito e andava com o corpo curvado, mas não era retardado mental, apenas tinha defeitos físicos, dá um exemplo de superação, coragem, determinação, vontade de vencer e empreendedorismo.
Com todos os problemas, Bill sai em busca de emprego, é recusado, insiste, consegue a vaga e torna-se vendedor de porta em porta, conquistando o prêmio de melhor vendedor do ano nos Estados Unidos. Antes recebeu muitos “nãos”, foi discriminado por alguns, até conseguir fazer a primeira venda da carreira e não parou mais. Pela dedicação à profissão – sabia ouvir os clientes sobre suas necessidades e oferecia produtos mais adequados – tornou-se uma pessoa conhecida e todos o cumprimentavam nas ruas.
Enquanto esteve com ele, sua mãe o ensinou a encarar a vida e os problemas com paciência e persistência, sem medo de se envergonhar. Doente, Bill cuidou dela até a morte. Com a chegada da modernidade, ele reluta em se adaptar à inovação tecnológica, porque para ele o vendedor tem que ser aquela pessoa que atende o cliente à moda antiga, olho no olho, pessoalmente.
O filme traz a mensagem de que os portadores de deficiência são pessoas normais e como tais devem ser tratadas, apesar de ainda serem discriminadas por uma parte da sociedade. Ensina que os deficientes precisam apenas de apoio e de oportunidades para demonstrarem o quanto são capazes, seja no trabalho, na escola, na música, na dança, nos esportes. O problema é que as pessoas enxergam os deficientes como coitadinhos, com sentimentos de dó ou pena. Já dizia Rui Barbosa, que isonomia “é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades”.
Independente dos problemas que possam ter, as pessoas têm que acreditar em si mesmas, arregaçar as mangas e partir em busca de seus objetivos, não importando os obstáculos e dificuldades que, eventualmente, possam encontrar pelo caminho. Num mundo competitivo, onde o não sobrepõe o sim, as pessoas precisam ter atitudes e determinação e não esmorecer jamais diante dos desafios que a vida impõe. Assim o fazendo, a vitória é inevitável e recompensadora.
(by Roberto Miamoto)
sábado, 23 de julho de 2011
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