segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Deus vivo e verdadeiro

(Matheus 23, 13-22)
Estamos sendo convidados hoje a uma mudança radical. Deixar de lado os ídolos, os falsos deuses, para servir unicamente ao Deus vivo e verdadeiro, assim como fizeram os tessalonicenses narrado na carta de São Paulo.
A igreja é a comunidade cristã formada por pessoas que acreditam em Deus e se comprometem com o testemunho de Jesus Cristo.
E nós estamos aqui porque acreditamos em Deus, acreditamos que fomos escolhidos por ele e somos amados por ele, e para vivermos a vida em plenitude.
Os ídolos sustentam uma sociedade baseada na opressão, na expressão do corpo e na dominação da consciência das pessoas.
Servir ao Deus vivo é comprometer-se com Jesus Cristo, que manifesta na presença e ação do Deus verdadeiro, que está comprometido com a libertação e a vida das pessoas.
No evangelho de hoje, Jesus critica e condena os líderes religiosos da época, tamanha eram a hipocrisia e a formalidade, usadas para enganar as pessoas. Naquele tempo, os doutores da lei e os fariseus não consideravam o reino de Deus como dom, nem respeitavam a liberdade das pessoas.
Então esse sistema não levava à conversão; pelo contrário, levava à perversão das pessoas e destruía o verdadeiro espírito das escrituras.
Jesus nos chama a atenção para elucidar a confusão que se faz do bem e do mal. E a perversão é a mais perigosa porque deforma a consciência das pessoas, que deve ser sempre o nosso guia.
Há uma diferença entre engano e erro. Nós podemos entrar num caminho errado por querer, podemos cometer um pecado por querer, mas não podemos nos enganar por querer. O engano supõe desconhecimento das razões que nos levam a praticar o ato errado, a cair no engano, porque são tantas as pessoas e coisas que nos fazem errar porque nos enganam, nos iludem.
Temos que amar a Deus de todo nosso coração, com entrega total, sem medo de errar, ele não nos engana, porque o Deus verdadeiro e absoluto é um só. E assim fazendo criamos a relação num espírito fraterno e não de opressão ou de submissão.
Jesus critica os intelectuais da classe dominante que transformam o saber em poder, aproveitando-se da situação para viverem ricamente à custa das camadas mais pobres do povo, disfarçando essa exploração com orações, com motivo religioso, que os tornam ainda mais culpados. Hoje, tantas pessoas vivem para enganar e prejudicar os outros; muitas delas se escondem por trás de uma religião, o que é pior. Os políticos se encaixam perfeitamente nesse evangelho, são os autores das leis mas não as cumprem, praticam a injustiça. São adeptos do velho ditado "façam o que eu falo mas não façam o que eu faço". Praticam a corrupção e o abuso de poder, amarram pesados fardos e colocam nos ombros dos outros para carregar, não se preocupam com os mais humildes, os mais pobres e marginalizados pela sociedade. Têm muitos patrões que escravizam seus empregados, subjugando-os no trabalho e desrespeitando-os na sua dignidade humana. Enfim, tem tanta gente que se veste como cordeiro mas age como lobo.
Os “ais”de Jesus servem para nos purificar, é uma advertência de como estamos conduzindo nossa vida na comunidade. Se estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e mais próxima do reino de Deus.
Se realmente seguimos a Cristo, como ovelhas que escutam a sua voz. O reino dos céus pode ser comparado a um negociante de pérolas; quando encontra a mais preciosa, vende tudo o que tem para comprá-la.
Esse é o bem mais precioso que podemos alcançar, mas não se compra com dinheiro. Se quisermos entrar no reino de Deus, temos que fazer a entrega total. Mas para isso temos que mudar, e mudar hoje.
Como vimos no final de semana, a porta é estreita. Deus prepara a salvação para todos, porém, para consegui-la é necessário que nos esforcemos ao máximo para praticar a justiça e os seus ensinamentos. Ganhar a salvação exige sacrifícios.
Que os nossos olhos possam enxergar as maravilhas de Deus em nossa vida. Que nossos olhos possam enxergar Jesus Cristo. Que possamos seguí-lo como exemplo.

Nenhum comentário: