Fazendo um comparativo(reflexão do evangelho de Lucas, capítulo 15, 11-32 - parábola do filho pródigo ou pai misericordioso), quantas pessoas rejeitam o irmão, principalmente os pobres e marginalizados nos dias de hoje? Têm tantos filhos que rejeitam os pais, depois de receberam tanta dedicação e carinho.
Quantas vezes, no seio da família, santuário da vida e do amor, preferimos ir longe de Deus e dos outros.
Hoje, os desafios são enormes. As tentações no sentido de desviar as famílias do bom caminho, nem se falam. A família é ameaçada pela cultura do cultura, pela cultura do egoísmo e pela cultura da morte.
Por que será que tantas famílias não se entendem? Por que há tantas famílias em crise? Porquê tanta desarmonia no lar? Agressividade, violência, jovens desajustados, pais desequilibrados e tantas famílias desintegradas. Quantas famílias são destruídas pelo divórcio – essa prática que virou mania, infelizmente. Quantos filhos e filhas abandonam seus pais. Quanta ingratidão... Isso sem contar outros problemas que abalam a estrutura familiar: doença, desemprego, drogas, vícios, alcoolismo, o afastamento de Deus.
Quantas vezes, nos momentos de dificuldades, achamos que a vida perdeu o valor, que não vale a pena rezar, não adianta ir à igreja, porque a vida vai de mal a pior. Tudo isso gera em nós angústia, tristeza, depressão...São dramas que tiram a paz das famílias.
Muitas vezes a família está tranqüila, acomodada... Tudo vai bem – relacionamento, negócio, trabalho, lazer, saúde.
De repente... começa a complicar, chegam as perturbações. Perde-se o emprego, aparece a doença, os "amigos" vão embora, perde-se tudo, até a esperança e a alegria de viver. Vem a discriminação. Começam os desentendimentos.
Nesse momento, é preciso ter o aparato espiritual, ter fé, muita coragem, tem que ir ao encontro de Jesus(ele é o amigo verdadeiro que nos socorro sempre), levantar a cabeça e recomeçar. Não ficar lamentando.
Às vezes, aquilo que foi construído e desabou não era sólido.
Na família ou pessoalmente, quando estamos distantes de Deus, temos que nos dar conta de que precisamos voltar para Ele. Longe d’Ele tudo é seco, sem vida.
Em muitas ocasiões, só percebemos o sentido da vida e do amor divino, quando perdemos alguma coisa, infelizmente. Não é fácil! São as provações da vida.
O importante é começar tudo de novo, melhor do que já foi. Acreditar que Deus é amor, é misericórdia. Nós somos frágeis, mas ele nos ama mesmo assim.
Para Jesus, a vida sempre é um recomeço. Começar de novo significa ir adiante, enterrar algo que já existiu e dar início a algo novo. Se você carrega em seu coração algo de antes, você não está recomeçando, você simplesmente está dando continuidade. Você não rompeu com o passado. O passado de pecado, de coisas erradas.
Têm muitas pessoas que não conseguem recomeçar. Um coração com medo é um coração derrotado.
Será que temos humildade para pedir perdão a Deus e aos outros? Reconhecemos Deus como pai misericordioso? Temos coragem de recomeçar, quando necessário?
Que cada um exercite os valores que Jesus ensinou e viveu e caminhemos como verdadeira família cristã, descobrindo que o relacionamento familiar é graça, é dom de Deus. Amém!
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
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